15/01/2026 3 mêses atrás
O artigo “despublicado” do glifosato e o Brasil: quando uma retratação expõe a engrenagem por trás do veneno mais usado do país
Uma revisão pró-Roundup publicada em 2000 foi oficialmente retratada no fim de 2025 por “preocupações éticas” e possíveis conflitos de interesse; o caso reabre o debate sobre governança científica, blindagens jurídicas e o uso massivo de glifosato e outros agrotóxicos no Brasil — inclusive em territórios como São Tomé das Letras.



No início de dezembro de 2025, a revista Regulatory Toxicology and Pharmacology publicou oficialmente a retratação do artigo científico de 2000 intitulado “Safety evaluation and risk assessment of the herbicide Roundup and its active ingredient, glyphosate, for humans”, uma revisão que por 25 anos concluiu que o herbicida Roundup e seu ingrediente ativo, o glifosato, “não representavam risco à saúde humana” e que foi amplamente citado em debates regulatórios e políticos em vários países, inclusive no Brasil.
A retratação, formalizada no Regulatory Toxicology and Pharmacology, cita motivos éticos e metodológicos graves: a suspeita de ghostwriting, porque documentos internos revelaram que funcionários da Monsanto — hoje parte da Bayer — puderam ter escrito partes substanciais do texto sem serem identificados como coautores; a possibilidade de pagamentos e conflitos de interesse não divulgados; e o fato de que as conclusões sobre a ausência de risco dependiam quase exclusivamente de estudos não publicados fornecidos pelo próprio fabricante, deixando de lado evidências independentes que apontavam potenciais riscos à saúde.
Esse texto retratado não foi simplesmente “um paper a menos”: ele funcionou durante décadas como um dos pilares científicos usados para defender a segurança do glifosato, influenciando decisões regulatórias, pareceres técnicos e até processos de reavaliação de agrotóxicos em agências como a Anvisa, que usaram a literatura de suporte para manter a substância autorizada no Brasil. A retratação expõe a fragilidade de um componente central dessa base de evidências e acende um alerta sobre o risco de decisões públicas se apoiarem em literatura científica que, quando examinada criticamente, mostra problemas de transparência, independência e integridade metodológica — sobretudo quando há interesses comerciais significativos envolvidos.
Esse episódio reafirma uma preocupação mais ampla no campo da regulação de substâncias químicas: quando uma publicação científica se torna autoridade regulatória por décadas, sem que conflitos de interesse sejam plenamente reconhecidos, isso pode distorcer a percepção de risco e atrasar revisões baseadas em evidências mais completas e independentes — um ponto especialmente relevante para cidadãos e formuladores de políticas no Brasil, onde o glifosato continua amplamente autorizado apesar de debates científicos e legais internacionais.
O que já estava “óbvio” desde 2016: Monsanto Papers e a ciência como estratégia de defesa
A história não começou em 2025, nem tampouco em 2017. O ponto de inflexão ocorreu entre 2015 e 2016, quando documentos internos da Monsanto vieram a público no contexto de litígios judiciais nos Estados Unidos — material que ficaria conhecido como Monsanto Papers. Esses documentos revelaram, com riqueza de detalhes, estratégias corporativas para moldar o debate científico e regulatório sobre o glifosato, incluindo relações estreitas com pesquisadores, gestão ativa da comunicação científica e indícios de ghostwriting em artigos apresentados como independentes. A partir daí, a suspeita de captura do processo de avaliação de risco deixou de ser apenas uma crítica abstrata e passou a se apoiar em evidências documentais concretas.
Em 2017, essas revelações começaram a produzir efeitos jurídicos e políticos mais visíveis. Os Monsanto Papers passaram a ser usados de forma sistemática em ações judiciais e investigações jornalísticas, reforçando o questionamento da integridade da literatura científica utilizada como base regulatória. Esse acúmulo de evidências contribuiu para o ambiente que culminaria, nos anos seguintes, em condenações civis nos Estados Unidos envolvendo o Roundup/glifosato, nas quais jurados reconheceram falhas na comunicação de riscos e responsabilizaram a empresa por danos à saúde de usuários expostos. Ainda que cada decisão judicial tenha seu próprio escopo, o pano de fundo comum era claro: a ciência apresentada como “consenso” havia sido, ao menos em parte, construída e sustentada como estratégia de defesa de mercado.
É nesse contexto que a observação feita por Kaurov & Oreskes (2025) ganha força analítica. Mesmo após a divulgação dos Monsanto Papers e o impacto das condenações a partir de 2017, o artigo de 2000 que afirmava a segurança do glifosato continuou a ser citado amplamente sem ressalvas explícitas em artigos acadêmicos, documentos de política pública e plataformas de divulgação como a Wikipedia. Assim, embora sua legitimidade estivesse corroída nos bastidores, o texto seguiu operando na superfície como um escudo de credibilidade, sustentado por pura inércia bibliográfica. A retratação publicada em 2025, portanto, não é apenas simbólica: ela altera formalmente o status desse artigo no corpo de referências que embasa decisões técnicas e políticas, rompendo um ciclo no qual a permanência do texto em circulação valia mais do que a solidez das evidências que o sustentavam.
O “julgamento de Haia” e a omissão protegida pelo escudo jurídico
Em outubro de 2016, Haia sediou o Monsanto Tribunal / People’s Assembly, uma iniciativa internacional da sociedade civil que reuniu juristas, cientistas, vítimas e organizações para examinar, à luz do direito internacional dos direitos humanos, os impactos socioambientais associados às práticas da Monsanto. Não se tratou de um tribunal estatal nem produziu efeitos executórios — e nunca se propôs a isso. Seu valor reside justamente no oposto: foi um exercício coletivo de denúncia e visibilização, no qual cidadãos e especialistas, sem poder coercitivo, buscaram confrontar um gigante corporativo com perguntas que os fóruns oficiais vinham evitando. O fato de a empresa ter recusado participar, mesmo diante de um convite público, registrado no próprio parecer final, não é um detalhe menor: reforça a crítica de omissão deliberada no plano ético e político, sobretudo quando os impactos denunciados dizem respeito à saúde humana, ao ambiente e ao direito à informação.
Esse vazio moral contrasta com a sofisticação do escudo jurídico mobilizado nos Estados Unidos. No contencioso norte-americano, a Bayer, que incorporou a Monsanto, sustenta que ações estaduais baseadas em “falha em advertir” (failure-to-warn) deveriam ser preemptadas pelo direito federal, sob o argumento de que os rótulos do Roundup foram aprovados pela Environmental Protection Agency. Em outras palavras, tenta-se converter uma decisão regulatória administrativa em blindagem contra responsabilidade civil, deslocando o debate do dano concreto para a arena técnica da competência regulatória. Esse embate ganhou novo fôlego em 2025–2026, com petições, manifestações e movimentações em torno da Supreme Court of the United States, além de reações legislativas em alguns estados.
O ponto central — e aqui está o raciocínio estrutural — é compreender a engrenagem que conecta ciência, regulação e direito. Quando a controvérsia científica se transforma em litígio judicial, o incentivo para moldar o ambiente regulatório se intensifica, porque um parecer técnico pode ser reciclado como argumento de imunidade jurídica. Nesse cenário, artigos científicos amplamente citados, ainda que fragilizados por conflitos de interesse ou falhas de integridade, tornam-se ativos estratégicos: não precisam ser incontestáveis, apenas funcionais. É precisamente por isso que iniciativas como o tribunal de Haia não devem ser lidas como “simulações de justiça”, mas como tentativas legítimas de romper a assimetria, expondo aquilo que o direito positivo, sozinho, muitas vezes demora a alcançar — a distância entre legalidade formal e responsabilidade social efetiva.

A classificação do glifosato como “provavelmente carcinogênico” pela IARC/OMS
Em março de 2015, a International Agency for Research on Cancer, que integra a Organização Mundial da Saúde, publicou uma avaliação na qual o herbicida glifosato foi oficialmente classificado como “provavelmente carcinogênico para humanos” (Grupo 2A). Essa classificação foi baseada em uma análise sistemática de evidências epidemiológicas, estudos em animais e mecanismos biológicos — incluindo associações limitadas com linfoma não-Hodgkin em populações expostas e evidência suficiente de carcinogenicidade em modelos experimentais — e indica um potencial de risco à saúde humana que merece atenção regulatória e pesquisa adicional.
A IARC utiliza um sistema de avaliação de perigos, que identifica se uma substância tem potencial de causar câncer independentemente de níveis reais de exposição em situações de uso humano, e é diferente de uma análise tradicional de risco que combina perigo e probabilidade de exposição.
A partir dessa decisão, o glifosato tornou-se um dos itens mais debatidos nas controvérsias tecnocientíficas globais sobre agrotóxicos: apesar de várias agências reguladoras terem concluído posteriormente que, nos usos autorizados, o herbicida não apresenta risco confirmado de causar câncer, a classificação da IARC permanece como um dos pilares científicos usados em ações judiciais, demandas sociais e revisões regulatórias em diferentes países, e continua a alimentar debates sobre como agências internacionais interpretam e comunicam evidências científicas complexas.

Repercussão e resistência no Brasil: por que o glifosato segue central apesar da controvérsia
No Brasil, o glifosato passou por reavaliação toxicológica na Anvisa e, ao final do processo, a agência concluiu pela manutenção do ingrediente ativo, com medidas e restrições para mitigação de riscos.
Isso não encerrou o debate. Houve (e há) contestação técnica e política por entidades científicas e movimentos, que questionam critérios, exposição real (ocupacional/ambiental), mistura de produtos e capacidade de fiscalização, além do peso do modelo agrícola dependente de herbicidas.
A resistência à proibição, por sua vez, não é “misteriosa”: ela é estrutural. O glifosato é peça-chave de um pacote tecnológico de larga escala, especialmente em sistemas associados a culturas extensivas e manejo de plantas daninhas. Retirar a substância implica redistribuir custos e riscos no sistema de produção — e, como em toda transição, os atores dominantes tendem a buscar manutenção do status quo.
Quanto glifosato o Brasil usa — e onde ele entra na cadeia
O dado mais objetivo para dimensionar o tema é o ranking anual do Ibama (com base em relatórios autodeclaratórios das empresas). Para 2024, o Ibama registra 231,9 mil toneladas de glifosato e seus sais comercializadas, mantendo-o no 1º lugar entre ingredientes ativos mais vendidos no país.
Em documento técnico da Anvisa (nota técnica final), aparece também a magnitude do histórico recente: em 2018, foram 195.056,02 toneladas comercializadas, reforçando que estamos lidando com um insumo de escala industrial no território.
E “no que ele é usado”? A própria Anvisa descreve usos típicos do glifosato como herbicida não seletivo e sistêmico, inclusive em pós-emergência e como dessecante, citando explicitamente a soja entre as culturas/empregos mencionados.
Quando você conecta esses pontos (volume + centralidade agronômica), a leitura fica clara: o glifosato é menos um “produto” e mais uma infraestrutura química do modelo agrícola atual. E infraestruturas raramente recuam sem choque político-econômico relevante.

Agrotóxicos proibidos na Europa e liberados no Brasil: exemplos e motivos
Por exemplo, a atrazina, herbicida não aprovado na União Europeia desde 2004 por causa de sua persistência na água e possíveis efeitos sobre o sistema endócrino, continua liberada no Brasil e foi associada em algumas reportagens e estudos a casos de efeitos neurológicos e disfunções hormonais em trabalhadores agrícolas e ao potencial de contribuir em cenários de doenças como Parkinson em contextos de exposição prolongada, ainda que a relação causal definitiva esteja em debate científico.
Da mesma forma, o clorpirifós, inseticida organofosforado não aprovado na União Europeia por não oferecer níveis seguros de exposição, é liberado no Brasil e tem sido associado em estudos experimentais e epidemiológicos a impactos neurológicos, incluindo efeitos no desenvolvimento infantil e alterações neurológicas, bem como a transtornos comportamentais quando há exposição pré-natal.
Outro exemplo é o acefato, também não aprovado na União Europeia e usado no Brasil, que pertence à mesma classe de neurotoxinas e é associado em literatura técnica à inibição de enzimas nervosas e risco toxicológico em usuários e trabalhadores.
Além desses, fungicidas como o clorotalonil e outros ingredientes ativos banidos no bloco europeu por preocupações com saúde e ambiente continuam liberados no Brasil e foram ligados em alguns estudos a riscos de toxicidade reprodutiva e outros efeitos adversos em modelos laboratoriais e populações expostas. Esses exemplos ilustram um padrão em que substâncias que a União Europeia decidiu não aprovar, por basear suas decisões em evidências de riscos à saúde humana e ambiental, ainda estão autorizadas no Brasil, gerando debates sobre a necessidade de maior precaução regulatória e monitoramento de efeitos sobre a saúde pública.
São Tomé das Letras: quando o agrotóxico sai da lavoura e chega à torneira
Alta ocupação rural, relevo acidentado e ausência de monitoramento transformam o uso intensivo de herbicidas em um risco concreto à água e à saúde
A expansão do uso de agrotóxicos no Sul de Minas — especialmente em sistemas intensivos de soja, milho e trigo — deixou de ser um debate distante para se tornar um problema imediato também em nosso município. O Brasil figura entre os maiores consumidores mundiais dessas substâncias, e ingredientes ativos amplamente utilizados, como glifosato, atrazina e clorpirifós, são internacionalmente reconhecidos pelo potencial de contaminação hídrica e por associações com câncer, distúrbios neurológicos e efeitos endócrinos. Em um município onde grande parte da população vive na zona rural e muitas lavouras se instalam próximas a córregos e rios usados diretamente pela população, o caminho entre a pulverização agrícola e o copo d’água é curto — e quase sempre invisível.
Esse risco é amplificado por características locais bem conhecidas: relevo acidentado, solos porosos, geologia cárstica, nascentes superficiais e cursos d’água rasos. Chuvas intensas favorecem o escoamento superficial e o carreamento de resíduos das áreas de plantio para os mananciais, enquanto a infiltração rápida facilita a contaminação de aquíferos. Em São Tomé, muitas famílias captam água por gravidade diretamente de rios e nascentes, ou por bombas instaladas a jusante de áreas agrícolas, frequentemente sem faixas adequadas de proteção vegetal, curva de nível nem barraginhas. Soma-se a isso a proximidade entre moradias e plantações de soja, o que aumenta a exposição tanto pela água quanto pelo ambiente ao redor.
Apesar desse cenário de vulnerabilidade, falta o essencial: não existe um programa municipal contínuo e transparente de monitoramento nem de resíduos de agrotóxicos nem de fossas irregulares na água encanada e nos mananciais utilizados pela população. Cabe ressaltar que é cumum o esgoto rural ser despejado sem nenhum tratamento no solo ou diretamente no rio; inclusive no manancial do Ribeirão Cantagalo, aonde a água que abastece a cidade é captada. Esse apagão de dados impede diagnósticos precisos, dificulta qualquer responsabilização e mantém os moradores discutindo no escuro sobre a qualidade da água que consomem. Quando se observa o volume nacional de agrotóxicos comercializados e a centralidade dessas substâncias no modelo agrícola vigente, a leitura é clara: não se trata de episódios isolados, mas de uma infraestrutura química permanente operando sem controle local adequado. Em um território onde a água sustenta a vida cotidiana, o turismo e a própria identidade cultural, medir, publicar e agir deixa de ser escolha política e passa a ser dever público — porque ignorar o risco não o elimina, apenas transfere seus custos para a saúde da população e para o futuro das nascentes que ainda restam.
Referências
Volume comercializado de glifosato no Brasil em 2024 e ranking: Ibama.
Reavaliação do glifosato no Brasil: notas técnicas Anvisa - preliminar e final.
Monsanto Tribunal - Haia, 2016 - e registro de não participação: relatório/parecer.
“Escudo jurídico” nos EUA - preempção/rotulagem/ações: Reuters; AP; Guardian.
Brasil: monografias autorizadas - atrazina - na Anvisa.
Brasil é um dos principais receptores de agrotóxicos proibidos na União Europeia - CEE-FIOCRUZ
The Monsanto Papers: Poisoning the scientific well - Leemon B McHenry





CULTURA ♦ COMUNIDADE ♦ HISTÓRIA
Crônicas da Montanha: Descoberta e usos da pedra São Tomé
Entre montanhas do Sul de Minas, nosso município transformou a Pedra São Tomé em símbolo regional. Extraída artesanalmente desde o século XIX, a rocha impulsionou a economia, marcou a cultura local e ganhou destaque nacional na construção, decoração e artesanato.
10/05/2026 3 horas atrás

ÁGUA ♦ COPASA ♦ MINAS GERAIS
Copasa no STF: STF decidirá sobre privatização da Copasa
Ministro do Supremo Luiz Fux determinou rito abreviado em ação contra emenda da Assembleia Legislativa de Minas Gerais que retirou o referendo para privatização da Copasa. Caso da privatização da companhia mineira de águas irá direto ao plenário do STF.
09/05/2026 1 dia atrás

COMUNIDADE ♦ HISTÓRIA
Megaprojetos, sonhos e a humanidade: Até quando construiremos pirâmides?
O “progresso” prometido desde a colonização ergueu impérios sobre exploração, destruição ambiental e desigualdade. Entre pirâmides, colonialismo e capitalismo global, o Sul segue como zona de sacrifício para sustentar a riqueza e o consumo do Norte.
08/05/2026 2 dias atrás

EDUCAÇÃO
O Departamento de Educação de São Tomé precisa de uma aula de Gestão (e de português)
Análise crítica aponta linguagem improvisada, centralização excessiva e atropelo da autonomia escolar em texto oficial da pasta de Educação. O artigo questiona o desrespeito à LDB, a invisibilização do corpo técnico e a precariedade da redação institucional.
06/05/2026 4 dias atrás

COMUNIDADE ♦ MINAS GERAIS
Oficina on-line lança jogo colaborativo que propõe aprendizado prático em elaboração de projetos para editais
Oficina on-line apresenta ferramenta colaborativa que transforma o aprendizado sobre editais culturais em prática acessível, unindo coletivos em experiências de criação, troca e reflexão para fortalecer projetos e ampliar o acesso a recursos no setor cultural.
05/05/2026 5 dias atrás

DIREITO DO TRABALHO ♦ HISTÓRIA ♦ EDUCAÇÃO
Marx 208 anos: A escola como trabalho
A partir de Marx, a educação surge como trabalho que produz consciência. Da colonização à LDB, o saber é usado para manter desigualdades, mas a escola pública pode romper esse ciclo e formar sujeitos capazes de compreender e transformar a realidade.
04/05/2026 6 dias atrás

COMUNIDADE ♦ OPINIÃO
"Morreu na contramão atrapalhando o sábado": Direito à cidadania e a necropolítica
Trabalhadores em nosso município enfrentam moradia precária, exploração e ausência de políticas públicas. Sem transporte e acostamentos, deslocamentos já causaram mortes. O turismo cresce sem fiscalização, enquanto persistem desigualdades e descaso público.
03/05/2026 7 dias atrás

TURISMO ♦ ÁGUA ♦ CRÔNICAS DE SÃO TOMÉ
Crônicas da Montanha: Gentileza sempre vai gerar gentileza
Em pequenas cidades turísticas como a nossa, respeito, gentileza e equilíbrio entre turistas, moradores e comerciantes são essenciais. O turismo consciente fortalece a economia, preserva a cultura local e garante uma convivência saudável entre todos.
02/05/2026 7 dias atrás

Abril não é só azul: Falta de diagnóstico em mulheres expõe misoginia estrutural
Palestra expõe o diagnóstico tardio do autismo em mulheres e suas invisibilidades. Dados mostram atraso significativo e alto subdiagnóstico. Camuflagem social gera exaustão e sofrimento, reforçando a urgência de reconhecimento e políticas públicas.
01/05/2026 9 dias atrás

EXECUTIVO MUNICIPAL
Raio-x na Administração: Como está aceitação do prefeito Zete?
Após quase 500 dias, a gestão de Donizete Flauzino apresenta estabilidade e base eleitoral inicial, mas sem dados objetivos de aprovação. A percepção é fragmentada: avanços no abastecimento coexistem com críticas à água, serviços e ausência em debates públicos.
30/04/2026 10 dias atrás

CULTURA
Cine Cardume: Nosso município ganha sala de cinema com sessões gratuitas de curtas brasileiros
Nova sala de cinema estreia com sessões gratuitas semanais de curtas brasileiros ao longo de oito meses, somando 64 exibições. Projeto une tecnologia, formação de público e economia criativa, buscando consolidar um polo regional de audiovisual independente.
29/04/2026 11 dias atrás

COPASA ♦ MINAS GERAIS
Regionalização do saneamento: Contratos de longo prazo e modelo de blocos reacendem debate sobre controle da água em Minas
Regionalização em MG reorganiza o saneamento em blocos e viabiliza contratos longos, como em BH até 2073. Modelo já aplicado em SP antecedeu privatização e trouxe impactos tarifários. Municípios pequenos enfrentam pressão para aderir e possível perda de autonomia.
28/04/2026 12 dias atrás



